
Paz de Oiro
Data 06/05/2010 23:17:27 | Tópico: Poemas
| Num tempo algures perdido Vi-te por lá encontrada Num sonho puro desafino Uma melodia descuidada
Um novelo, um gato desvairado Um mundo perdido nas minhas mãos Um crepúsculo mal ensaiado Uma vida sem refrão
Uma palavra ganhava vida Numa rima pouco prendada Entre uma carícia e uma mordida Senti a juventude ser suspirada
E nesse suspiro de alívio Vi meu jardim florir Vi voar todo este tormento Voar para bem longe daqui
Enchi-me assim de alegria Como quem enche um balão E foi na despedida Que não resisti agarrar-te a mão
Renasci nesse momento Tornei-me de novo infantil Quis-te só minha Por infinitos anos mais mil
Quero-te hoje tanto Como te quis em sonho E hoje digo que te amo Deitando-me numa paz de oiro![/color] Obrigado BO por tudo, por teres sido minha! nunca-te esquecerei! (MARIA DE JESUS PEIXOTO DA SILVA, avó) E obrigado a ti, tu que não sabes quem és por me devolveres de novo a poesia, tu que sem saberes que para mim existes és minha inspiração! Amo-vos!!!
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