
A vila na nostalgia nocturna
Data 02/05/2010 23:29:50 | Tópico: Poemas
| Os candeeiros acesos Acalmam o anoitecer da vila As ruas desertificam-se
O silêncio é ainda mais intenso Ouve-se a tosse dos sentidos E o rosnar dum cão que pára à minha porta
Dá-se o regresso ao local de partida Na jorna de cada dia repetida No hoje amanhã e depois
Os locais continuam ilesos Numa casa grita um miúdo reguila E os jantares intensificam-se
À vila volta o bom senso No comum dos sensos perdidos De uma terra que fica morta
De quando em vez uma alma perdida Procura a sua habitual saída Para o caminho dos seus lençóis
Amanhã um novo dia começa Retorna a agitação paralela Construindo assim a peça Que faz esta vila ser bela
António MR Martins
2010.05.03
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