
As Tribos de Relacionamento Moderno (Parte III)
Data 02/05/2010 09:17:29 | Tópico: Crónicas
| Uma leitura do Imaginário Popular a partir da poesia (Letra da Música: A História de Lily Braun). Uma composição: Edu Lobo/Chico Buarque <div><embed src="http://widget-31.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=ok&il=1&channel=432345564274549553&site=widget-31.slide.com" style="width:500px;height:375px" name="flashticker" align="middle"></embed><div style="width:500px;text-align:left;"><a href="http://www.slide.com/pivot?cy=ok&ct=1 ... 5564274549553&map=1" target="_blank"><img src="http://widget-31.slide.com/d1/4323455 ... images/xslide12.gif" border="0" ismap="ismap" /></a> <a href="http://www.slide.com/pivot?cy=ok&ct=1 ... 5564274549553&map=2" target="_blank"><img src="http://widget-31.slide.com/d2/4323455 ... /images/xslide2.gif" border="0" ismap="ismap" /></a></div></div>
As Tribos de Relacionamento Moderno (Parte III)
Na contemporaneidade uma história quando termina em casamento pode não ser uma história feliz… Uma história feliz pode começar com_era uma vez... Mas não fica só nisso. Os ingredientes para um bom final, está no durante, não no fim. O epílogo feliz não considera o tempo, mas a intensidade dos sentimentos vividos.
Dar identidade a relação, voltar ao passado quando se deseja, e sofrer pela saudade da felicidade vivida, nas brigas… E nas reconciliações. Ah! Uma reconciliação quando se vive uma paixão intensa é mesmo, a coisa melhor de se sentir. Mas a recompensa maior é o amadurecimento da relação, o aprofundamento no conhecimento do outro, seus limites e o tamanho da fogueira que aquece o camping do amor, e o mantém protegido e aquecido.
Barracas se armam e desarmam, mas o importante é que o espaço esteja assegurado. Que o caminho a seguir e a área de abrangência estejam demarcados. Sim… O ser humano é silvestre na sua essência, e gosta de manter seu território. Essa é a primeira referência de reconhecimento e defesa de sua toca.
É assim que o amor (que é angelical, divino) alimenta a paixão. Entretanto oficializar este amor, pode ser um lance do mal (aquele que se opõe ao bem). Uma inveja do divinal amor, tão grande, que anula as liberdades individuais, iludindo as pessoas a pensarem que podem ser donos de alguém. E é aí que tudo começa a conspirar para a infelicidade.
Não existem fórmulas mágicas, para ser feliz no casamento, nem ser feliz fora do casamento. Mas o amor não nasce nem cresce em convenções, em modelos, nem padrões de comportamento. Ele cresce através do carinho, da atenção, em pequenas coisas que alimentam o dia a dia, da amada e do amador, ainda que não seja uma convivência sobre o mesmo teto.
É a paixão que alimenta, todo grande amor, deixando-o cego, de tempos em tempos. E aquela, só sobrevive em liberdade, nada que aprisione, os apaixonados os manterá neste estado. E se sentir apaixonado é roteiro básico de histórias felizes…
As tribos modernas de relacionamento, chamam atenção a este mistério da sedução, que através dos tempos mostra que 'antigüidade não é posto', a não ser para carreiras militares. Que tabus precisam cair, para que muitas cabeças deixem de rolar.
A liberdade que o novo imaginário popular apregoa, e mais que isso, vive, passa por comportamentos desafiadores, exacerbados, das normas de conduta arraigadas. Mas só para não perdermos o bonde da história e dos fenômenos sociais, e principalmente para entender o que se passa, nos chamados relacionamentos modernos, é necessário prestar mais atenção ao que está acontecendo.
Isto porque se as pessoas estão 'ficando', namorando, casando, ou convivendo de formas diferenciadas, derivando para a configuração de novos padrões de relacionamento amoroso, não podemos tapar o sol com a peneira. Quem não consegue ver é porque não quer.
Estes novos grupos estão em toda parte e fazer parte dele não é privilégio dos jovens. Estão dentro e fora do lar, o mesmo, de outrora e que, mesmo assim, continuará imaculado e firme porque não se vê um lar. Um lar se sente, se constroe e se mantém.
Lar é mesmo pura emoção, um patrimônio de amor, subliminar. O amor é mesmo tudo e está na base, e sem esta infra-estrutura emocional o que era tudo se transforma em nada, desmoronando. Mas sempre ficam pedras sobre pedras… E assim sendo só resta catar uma a uma e recomeçar, com novas formas de viver, ver e agir social_mente…
Ibernise. Indiara (Goiás/Brasil), 02.05.2010 Nucleo Temático Educativo. Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
Links dos textos anteriores desta série 'As Tribos de Relacionamento Moderno':
http://www.ibernisemaria.prosaeverso. ... isualizar.php?idt=2206528
http://www.ibernisemaria.prosaeverso. ... isualizar.php?idt=2206582
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A História de Lily Braun
Como num romance O homem de meus sonhos Me apareceu no dancing Era mais um Só que num relance Os seus olhos me chuparam Feito um zoom
Ele me comia Com aqueles olhos De comer fotografia Eu disse xiiiis E de close em close Fui perdendo a pose E até sorri, feliz
E voltou Me ofereceu um drinque Me chamou de anjo azul Minha visão foi desde então Ficando full
Como no cinema Me mandava às vezes Uma rosa e um poema Foco de luz Eu, feito uma gema Me desmilinguindo toda Ao som do blues
Abusou do scotch Disse que meu corpo Era só dele aquela noite Eu disse please Xale no decote Disparei com as faces Rubras e febris
E voltou No derradeiro show Com dez poemas e um buquê Eu disse adeus Já vou com os meus Numa turnê
Como amar esposa Disse ele que agora Só me amava como esposa Não como star Me amassou as rosas Me queimou as fotos Me beijou no altar
Nunca mais romance Nunca mais cinema Nunca mais drinque no dancing Nunca mais cheese Nunca uma espelunca Uma rosa nunca Nunca mais feliz
Endereço do Video Youtube
http://www.youtube.com/watch?v=rabzeHnZrUU
Maria Gadu - A história de Lily Braun
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