
AFUNDADO NO VAZIO DA TUA AUSÊNCIA
Data 01/05/2010 22:06:16 | Tópico: Poemas
| Talvez escutes um rumor dolente de sinos na imensidão triste das noites de invernia, quando o vento soprar meus lamentos de encontro às muralhas da tua indiferença. Julgarás talvez, nessa insensível frieza, que este cântico longínquo e persistente seja apenas o rebentar compulsivo da ondulação de encontro à madeira encharcada do teu cais, e fecharás todas as janelas dos sentidos, sem nunca chegar sequer a suspeitar que este marulhar que se arrasta na noite, pressionado pelas braçadas da tormenta, é o gemer desesperado do meu coração ao ver-se a afundar nas cavernas da tua ausência, entre sargaços e restos de embarcações.
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