
Metades numa dualidade, una
Data 25/04/2010 16:00:04 | Tópico: Duetos
| Dou-te um ramo do meu corpo e num beijo teimo um outro que bebo de afeição amante nos teus olhos que me prendem aos teus dias até que o teu rosto durma na carne o prazer do mimo que ardes e entornas faúlhas e amor
O fogo espalha-se pelos corpos nos vícios dos galanteadores quando os lábios se tocam sobem centelhas ao topo da alma acorrentas-te a mim sem pressa nas mortalhas da tez despida toda a emoção se apraz em arrepios e suspiros
Sou sonâmbulo das tuas horas no teu corpo seguro como lapa na rocha que o mar açoita NA tua nudez de mulher quando os desejos que anseiam a voz de quem guarda a verdade que íntimos confessam
Melopeias que os búzios segredam ao guardião dos meus sonhos enrolados nas areias serenas de um mar bravio nos píncaros da paixão em apego imutável duas metades pajens do destino.
Coloridos do belo que os rostos não traem ao vislumbramento em que cobrem fascinados o outro que amam como se fossem a metade que se prolonga nos anos…
[Dueto de Ana Coelho e José António Antunes]
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