
Fênix
Data 20/04/2010 01:40:50 | Tópico: Poemas
| Havia em mim um tempo torto A poesia entalada não fluia A vida entravada não movia Um certo tempo assim de angústias Hóstias sem consagração Era um tempo incerto, reverso Escuro, quase morto As palavras, não se ouvia O dia nem amanhecia Sílabas espaçadas no gaguejar da alma A letra torta, tremida Não somava, não diminuia, muito menos multiplicava Nada. Mas depois da escuridão houve fraca luz Abelhas aninhando-se em colméias Formigas levando grãos pouco a pouco Então, houve em mim, aos poucos, o nascer do sol O dia iluminando-se lentamente E no chão brotando as sementes Tudo muito devagar ( eu a divagar) Houve então explosão O cinza transformando-se em liláses Liláses em azuis Azuis em vermelhos... Arco-íris derrotando o negro da alma Instaurando-se, dominando a escuridão E então hoje há pétalas de rosas cobrindo-me E todas as deusas bailando dentro de mim.
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