
…De todas as obras
Data 24/04/2010 13:45:19 | Tópico: Poemas
| No motim dos dias vociferam pela mente Quotidianos e ventos antagónicos. Um fio de luz rosada penetra nos olhos gratinados Entre fumos e cinzas, os sons suados Percorrem toda a epiderme na verve certeza, Que por todos os desafios pelo qual os pés Se cingem no pó do destino, O derradeiro triunfo É o resplendor de duas sementes, A mim confiadas que vingaram no tempo E nele prosperaram onde o meu rosto se baba Nas evidências de um completo traço Na perfeita medida que os meus dias conduziram.
Enquanto os anos dançam nos beiços da vida, Esta é a aragem, que um vulgar gesto Me diz no profundo sentir, na essência do pensador, Sublime tarefa o concretizar em amor. Tudo que do destino fiz, esta É a realidade, de onde nasce a lua e os dias Uma arena sem fantasia.
Quando partir Uma única certeza terei, que de todas as obras A que atingi sem esforço nem mácula É esta a de ser vossa mãe…
|
|