
O amor, a razão do ser, do existir, do fim
Data 23/07/2007 01:26:10 | Tópico: Acrósticos
| Estas mãos trêmulas, estes olhos febris Uma alma calejada, fraca, entregue ao léu Alma que procura por vida Por algo que a chame simplesmente de amor Estes passos tão descompassados Este silêncio no viver Esta alma parece que chora Não podes aceitar a nua e crua realidade De que toda dor parte um coração ao meio Toda brisa um dia há de chegar Mas o corpo padece a esperar O que era para ser um momento de prazer Torna-se em algo que resulta em feridas profundas O sangue escorrendo dos espinhos A cor vermelho sangue que exalta a vida que pulsa Aquilo que foi lindo, sublime, eterno Hoje remorsos, entraves, findo Como algo pela metade, sombras que vêm em dias Pelas lembranças e história vividas Pelos toques ansiados e beijos prorrogados Um fugindo mais que sentindo Outro querendo, mas não admitindo E uma parte de vida se foi Hoje um resto de vida fica E onde estas mãos irão tocar? Onde este corpo irá se deitar? E este coração amar? Amar, será a razão de tudo? Do ser , do existir, do fim...
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