
EM TRIBUTO AOS BALUARTES
Data 02/04/2010 15:59:49 | Tópico: Poemas
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Arquétipos raros - bastiães do futuro - assomam, por vezes, na tosca morada de humilde mulher. Faróis que arrefecem. De berço, dispensam honores, haveres, mercês, regalias ou dotes quaisquer...
Cândidos condores, na estepe em que pousam, Distendem, a eflúvios dos cimos que habitam, O olor do porvir. Tesouros de amor, porque os têm, compartilham. Caminhos de paz, porque expandem, recriam. Apraz-lhes servir.
Da vida plebéia, os rigores, sem queixas, suportam. Serenos, à luta se entregam. Alteiam-se a sós. E, dia após dia, os que a sorte flagela acorrem a vê-los, repousam dos fardos a ouvir-lhes a voz...
Sem cátedra, embora, revelam-se sábios. E, humildes, conscientes do bem que nos fazem, conservam-se bons. Se lhes hostilizam rivais insensatos, perdoam, esquecem; silentes, prosseguem. Dividem seus dons...
Não movem-se à febre do ouro, selvagem, que a néscios e frívolos toma, de assalto, nos volteios seus. A abóbada azul tem por teto inconsútil da igreja maior onde todos os homens são filhos de Deus.
Protótipos raros dos seres luzentes que, um dia, seremos – por ora não passam de heróis sem troféus. No entanto, com eles, o Cristo prossegue na faina incessante de unir toda a Terra ao reino dos céus.
(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)
(Direitos autorais registrados sob o nº 366.196, Livro677, Fl. 356 - Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro)
"In memoriam" daquele que na Terra chamou-se FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, renomado líder espírita brasileiro, falecido na cidade de Uberlândia-MG, em 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade, 75 dos quais dedicados ao apostolado mediúnico.
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