
A Via Dolorosa - Parte II: As estações (AjAraujo)
Data 31/03/2010 01:52:16 | Tópico: Poemas -> Religião
|  1ª. Estação: Jesus é condenado à morte. Jesus Cristo, após ser coroado com espinhos e cruelmente açoitado, é levado pela 2ª vez à presença de Pôncio Pilatos que, por instigação dos judeus, liberta a Barrabás e O condena à morte. E Jesus submete-se à condenação dos homens para nos provar o seu amor, e livrar-nos do Inferno.
Pilatos pede bacia com água e lava as mãos diante da multidão impaciente e assim se declara:
"Estou inocente do sangue deste homem, A responsabilidade agora é do povo". Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
2ª. Estação: Jesus carrega sua cruz. Jesus Cristo é tratado com desprezo pelos algozes romanos, que O obrigam a levar a pesada cruz em suas costas já feridas pelas chagas vivas dos açoites. A cruz da salvação, em que será crucificado para redenção de nossos pecados.
Jesus apoia sobre os ombros a pesada cruz de madeira, feita de carvalho e se dirige ao Calvário! A Cruz simbolizava para a época, um antigo instrumento de suplício, que era usado para executar indivíduos condenados à morte.
3ª. Estação - Jesus cai pela primeira vez. Jesus Cristo é arrastado e empurrado pelos algozes, cai sobre o peso da Cruz, e fere os joelhos nas pedras do caminho.
Jesus Cristo caminha cansado e abatido, envergado sob o peso da cruz. Seu corpo está coberto de sangue, Suas forças esmorecem e Ele cai.
Com chicotes, os soldados - que Lhe escoltavam - forçaram-no a levantar-se, E a seguir sua via dolorosa.
4ª. Estação - Jesus encontra Maria, sua mãe. Jesus Cristo é cercado e pisoteado por Seus algozes, encontra Sua Mãe Maria, que, num impulso de amor e dor, corre para Ele entre a multidão, que cruelmente O escarnece, e se regozija com o sofrimento da terna Mãe e do Seu carinhoso Filho.
Mãe e filho se abraçam, em meio à cena de dor. Eles tudo partilharam Até o sofrimento da cruz.
Sua união era tão intimamente perfeita, que não tinham necessidade de falar, pois a verdadeira expressão de serenidade Residia nos seus sofridos corações.
5ª. Estação - Jesus recebe ajuda de Simão para carregar a cruz. Jesus Cristo se verga sob o peso da cruz e atormenta-se com as dores das chagas abertas em seu ombro. Mal se mexe, já não pode caminhar, e os algozes temendo que morra antes de ser crucificado, intimam Simão Cireneu a que O ajude.
Simão de Cireneu, que vinha passando foi obrigado pelos soldados romanos, Ajudar Jesus a carregar a cruz. Jesus tinha que ficar vivo até a crucifixão.
6ª. Estação: Verônica enxuga a face de Jesus. Jesus Cristo deixa o seu retrato estampado no véu, que uma caridosa mulher lhe oferecera para limpar, o rosto do suor e sangue que Lhe embaçava a visão.
Uma mulher que assistia à passagem de Jesus, Decide limpar a sua face tingida de sangue. O pano usado por Verônica ficou gravado Com a imagem do rosto de Cristo.
7ª. Estação: Jesus cai pela segunda vez. Jesus Cristo exausto e atordoado pela algazarra da multidão que Lhe insulta e escarra no rosto, desfalece e cai por terra. Seus algozes impacientes por chegarem ao Calvário, violentamente levantam-No, desferindo-Lhe murros e pontapés.
Jesus Cristo já sabia que iria padecer a dor imposta por cruel sofrimento. Seu espírito estava preparado,
Contudo, seu corpo estava cansado, Muito abatido e, quase sem forças. Ele caminhava com dificuldade e mais uma vez tropeçou e caiu. 8ª. Estação - Jesus fala às mulheres de Jerusalém. Jesus Cristo esquece as Suas dores para se compadecer das piedosas mulheres, que por Ele choram e lhes diz "Filhas de Jerusalém, não chorais sobre mim, chorai sobre vós mesmas e sobre os vossos filhos".
Já próximo do Monte Calvário, Jesus deixa de lado a sua imensa dor, E abre o coração e consolar as mulheres, que chorando, lamentavam o seu sofrimento.
9a. Estação - Jesus cai pela terceira vez. Jesus Cristo chega ao Calvário banhado em sangue, e mais morto que vivo, não podendo aguentar de pé os empurrões e pancadas que Lhe são desferidos pelos Seus algozes, cai desamparado e chega a tocar a terra com seus lábios.
Aproxima-se o fim da Via Crucis, Com a 3ª e última queda de Jesus. Cristo chega ao Calvário, tem sede, Mas lhe oferecem vinho misturado com fel.
10ª. Estação - Jesus é despojado de suas vestes. Jesus Cristo é despojado, de forma cruel, de Suas vestes pegadas ás feridas, que novamente sangram, fazendo-O tremer com dores.
Os soldados tomaram-Lhe as vestes e as sortearam entre eles, cumprindo assim, as antigas profecias que descreviam esse episódio.
11ª. Estação - Jesus é pregado na cruz. Jesus Cristo é pregado na Cruz, de modo tão bárbaro, que seus ossos são deslocados. Enquanto Maria Santíssima, com o coração despedaçado de dor, ouve as pancadas dos martelos que enterram os cravos, nas mãos e pés do Seu amado filho, nada Lhe podendo valer. Jesus é crucificado! Com coroa de espinhos na cabeça e cravos de ferro lhe atravessam as carnes, dilacerando suas mãos e pés, Seu sangue escorre, lava nossos pecados.
A cruz é erguida, e o Cristo fica suspenso entre o céu e a terra; entre Gestas e Dimas, Um dos ladrões estará com Ele no paraíso Agora, ele está definitivamente pregado à cruz.
12ª. Estação - Jesus morre na Cruz. Jesus Cristo é erguido na Cruz e exposto, entre dois ladrões ao escárnio e insultos da multidão, até exalar seu último suspiro.
Com o Sol eclipsado, Jesus gritou do alto da cruz: "Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito. Agora, estou contigo". Reclinou a cabeça e morreu.
13ª. Estação - Jesus é retirado da Cruz. Jesus Cristo é despregado da Cruz pelos Seus amigos, e depositado no regaço de Sua Mãe, tomada em lágrimas, beija e abraça o Sagrado corpo de Seu Filho, denegrido de pancadas, coberto de feridas tão profundas, que expõem os ossos.
Com licença de Pilatos, José de Arimatéia e Nicodemos Prepararam lençol de linho branco e tiras de pano, e retiraram o corpo santo de Jesus da cruz. Maria, sua mãe, Lhe acolheu em seus braços.
14ª. Estação: Jesus é colocado no sepulcro. O corpo de Jesus Cristo é colocado no sepulcro, e Maria Santíssima mais do que nunca desolada e angustiada, em triste solidão. José de Arimatéia, Nicodemos e alguns apóstolos Envolveram-no com um lençol de linho e o deitaram-no Em uma saliência na rocha em forma de cama. Então fecharam a entrada com uma grande rocha.
15ª. Estação: A Ressurreição. No domingo, as mulheres que foram ao túmulo com surpresa, encontraram-no vazio, Viram dois homens com vestes claras e brilhantes que lhes perguntaram:
"Por que procuram entre os mortos, quem está vivo? Ele não está aqui, mas ressuscitou".
AjAraújo, o poeta humanista, refletindo sobre a Via Crucis de Jesus, escrito em março de 2010.
Pintura: Sandro Botticelli (1445-1510): Lamentação sobre a morte de Cristo.
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