
À MARGINALIDADE
Data 24/03/2010 15:45:36 | Tópico: Poemas -> Sociais
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Meus olhos testemunham a marginalidade e a mendigue dos homens sem rosto que se passeiam de cá para lá nas ruas da cidade, onde todo um novo calvário é proposto.
Jovens desfigurados e magros, enveredam pelo mundo da droga, sem ter muito porque haver, senão o velho caminho sem retorno onde o sol não entra e a violência toma lugar.
Uma figura de cartão vai pela rua dizendo coisas sem nexo, amarrando o passado à corda da cintura, olhos lacrimejantes sem uma expressão sequer em sua face.
E na loucura mole da infância crianças fazem chacota do louco que se põe a praguejar para contentamento dos jovens, também eles perdidos (sem o saberem) para esta vida.
Jorge Humberto 23/03/10
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