
A FORÇA DAS PALAVRAS ou: poema refluxo e reflexo da observação de parte da natureza humana
Data 07/03/2010 16:10:19 | Tópico: Poemas
| (nota:qualquer coincidência entre ficção e realidade é mera,e triste,coincidência)
No dia que ouvir acusarem-te de triste e pobre BÊBADO,Poeta, eu espeto a tua poesia na boca dessa gente imunda e faço-os vomitar calada palavra enjoada, de falso paternalismo e moralismo feita.
No dia que de raiva te chamarem ARROGANTE,Poeta, eu pego na inveja mesquinha dessa gente descabida e faço-os engolir a seco cada auto- elogio que algum dia ousaram proferir a si próprios acompanhado de toda a sua enorme mediocridade.
No dia em que ousarem gabar-se que te leram, conheceram bem,grande Poeta, e que de ti eram grandes,íntimos amigos até eu vou e lembro cada uma dessas cabecinhas doentes de todo o mal que te provocaram a ti e a quem tanto amavas e de como NADA sabiam sobre ti
No dia em que te chamarem de LOUCO ,Poeta, eu corro a buscar garrotes à medida capazes de lhes estrangular as línguas rançosas e lembro-lhes as suas vidinhas reles,sem assunto, e de como a morte já aí está para os vir buscar e por isso é tarde agora.
No dia em que te homenagearem,Poeta, eu marcarei com uma cruz todos os hipócritas de serviço e cuspirei fogo nos discursos pensados como quem lança chamas em lixo nauseabundo.
No dia em que se disserem grandes admiradores do teu humanismo,Poeta, da tua história de vida, da tua profunda sensibilidade eu vou lembrar-lhes cada atrocidade que um dia cometeram contra outro ser humano enquanto a seguir se gabavam,descaradamente de estarem a participar,caridosamente, numa qualquer quermesse ensaiada.
No dia em que te acusarem de dizer impropérios , Poeta, esse mesmo dia passa a ser o dia em que a palavra “impropério” passa oficial e solenemente para o dicionário de calão mais baixo que algum dia alguém ousou imaginar.
No dia que te enviarem doces beijos,Poeta , e te mandarem lindas rosas, eu grito as ameaças veladas que foram antes capazes de cometer, da invasão tentada à tua privacidade das chalaças,das manobras, dos covardes e maldosos desvarios, dos julgamentos,das vãs chacotas.
E como no exercício da minha plena de LIBERDADE e no uso da minha imaculada educação, para a qual a minha mãezinha contribuiu humildemente, posso fazer deste escrito um poema de verso absolutamente LIVRE não há, métrica,rima e outras regras - pragas que me encolham agora a FORÇA destas PALAVRAS.
(qualquer coincidência entre ficção e realidade é mera ,e triste,coincidência)
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