
Voltar atrás
Data 23/02/2010 09:46:10 | Tópico: Poemas -> Amor
| Viro costas à tua voz macerada parto em busca do sonho na redondeza do infortúnio e quando me acho cansado de tanto palmilhar o desengano lanço-me no chão duro amando as pedras e namorando as ervas daninhas.
O eco das tuas palavras avisadas ribomba na imensidão da minha miragem sussurando as verdades que não quis ouvir até que me sinta a folha caída que o Outono soprou para longe.
À noite contemplo a vastidão e encaro a lua iluminada enquanto falo com a minha sombra estendida que atapeta o chão onde me deitarei para retomar a viagem que o sonho não suspende.

Já não sei se vá ou se desista! Inconformado praguejo das minhas próprias fraquezas, das minhas inconstâncias, das minhas dúvidas pontuadas de solilóquios em zigue-zague!
Recordo-me que passou o tempo da doçura e do desejo e é embrulhado no frio da noite que me dou conta, convertido à razão que perdi, que, voltar atrás, só para recomeçar contigo.
Em 04.Fev.2010, pelas 18h00 PC
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