
AMOR E MEIO
Data 15/07/2007 20:01:59 | Tópico: Poemas
| AMOR E MEIO
Ai, o amor de sempre. Os mesmos efeitos colaterais Os mesmos rompantes tardes Um foco de um incêndio que tudo queimará Que no começo ninguém sabe onde arde. Dor que dói e a gente vê Nos lugares onde se mostra E até onde não está. Uma tranqüilidade destruída, Com os danos correndo em nosso sentido. Ai o amor, a esperança de todos E dos mesmos a desesperança. Aquilo que se diz Quem planta, mal apanha; Ou leva o que não apanhou, Ou não apanhou o que levou. Amor, essa confusão, Um entra e sai, por trás dos bombeiros, Um posto incendiado Das bombas ao caixa. E quem assegura que o amor Repõe danos, quem faz seguro do amor. Nem quem lucre com seu dissipar, Quando ele se decompõe. Ai o amor maldito sentimento, Andamento em trocadilho, A batida dos pratos no apogeu da filarmônica, Desnecessário, mas que, se não fosse, Desmembraria a vida corriqueira, Rumo ao amanhã. Até amanhã, ilusões, até amanhã. Decepção depois se vê.
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