
OUTRAS CANTIGAS
Data 16/02/2010 22:20:44 | Tópico: Poemas -> Reflexão
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Já ninguém se preocupa com ninguém nem que o coração tem nem o que à alma vem
As pessoas passam sem sorrir e vão no porvir que não tem para onde ir
Sãos mesquinhas até à sordidez ninguém sabe o que fez dá-lhes a surdez
Um aperto de mão está fora de moda já nem um mundo roda na altura da poda
A hipocrisia é o pão nosso de cada dia é de boa serventia a quem da vida se desvia
Valha-nos as crianças e as flores nunca se queixam de dores e a ninguém devem favores
Isto está tudo num aperto politica sem acerto comunhão sem alento
E reina a vaidade ostensiva que de tão ofensiva se torna missiva
Dos pobres e dos loucos ninguém fala a boca cala ante a iminente bala
Parecemos todos uns maltrapilhos cuidando dos filhos como quem aperta o cilho
Tudo para uma boa aparência artificial com a qual beneficiam até se darem mal
Dos velhos não querem nem saber se lhes dá sede de beber se o que lhes resta é uma vida a padecer
Às mulheres os maltratos e usam de aparatos dizendo-se apenas chatos
Que a policia usa de vil conivência para eles são só aparência porque não têm decência
E aqui está a cantiga dos meus ais dos trabalhadores de cais até aos filhos de pais
Que nesta nova geração hão-de trazer o condão de um bafejado coração
Jorge Humberto 16/02/10
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