
DEIXEI SOLTAR UM GRITO
Data 11/02/2010 19:31:55 | Tópico: Poemas -> Amor
| Hoje viajei no interior do meu corpo E fiquei contente por tudo o que eu vi Vi que estava vivo e nada estava morto. Passei pelo coração e senti a emoção Que dele brotava. Muito amor para dar, Grande lugar também para o receber. Fui até ao cérebro visitei as células Visitei aquela que faz de mim brincalhão Que me faz rir e dizer coisas sem intenção De férir ou ofender quem quer que seja E que faz com que eu seja levado da breca Por isso tenho todos os dentes, não sou careca. Fui ver se existia aquela célula da maldade E não a encontrei porque tenho anticorpos Que são especiais contra a maldade, Destroyer É a sua divisa, são nobres, guerreiros, amáveis Mas quando são atacados podem ser desagradáveis. Visitei a célula aquela que controla a inteligência E oh... desgraça, está tapada com uma carcaça Que por causa da idade não a deixa desenvolver. Porque a minha idade já está um pouco avançada E por muita que ela lute nada mais há a fazer. Cheguei à conclusão que melhor não posso escrever Comentar e compreenderem o que quero dizer. A célula que nos faz falar chamou-me à atenção. Tens que ser mais frio a comentar para agradar Comentar com alegria nem todos podem aceitar E depois terás reflexões contrárias áquilo que tu és. Parti triste. Pensei a tudo o que vi e que me foi dito Guardei as boas, contra outras deixei soltar um grito.
A. da fonseca
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