São vorazes Os pensamentos Que me chibatam Constantemente Estas já débeis E tão frágeis De carcomidas Paredes Em ruinas
Esborralhadas ruínas Desta minha Insana mente Cujas fendas Cada vez maiores São passagens Secretas De bizarras demências Que me vieram fustigar A pacatez da vida
Passageiras clandestinas Escondidas nos bolsos Daquele outro Que aos poucos Me ocupou O corpo E me encarcerou Para sempre Nas masmorras Do esquecimento Despojando-me De tudo aquilo Que era meu!
De tudo aquilo Que era eu...
Daquele que fora Nada restou Tudo da mente se foi Se apagou... Só o oco da razão Ficou!
E por esse que eu já não sou Não respondo Nada digo Pois que também Nada sei
Deixem-me... Exijo silêncio!
Que aqui Agora Mora um louco! Um respeitável louco Ainda que varrido Da sua própria Memória...

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