
Sonhos de um amor "solitário"
Data 20/08/2006 19:13:19 | Tópico: Poemas -> Amor
| I
Fecho os olhos Sonhos...
Oh sonho que a ti ansiava afagar Que belo tu és, que belo tu és... Mesmo que minh'alma vos abalar Por ti quereis amar e amar O cipreste do esquife rompe no alvorar Ah bastardo, como podes? Queres me chagar? A amplidão de treva envolve-me a vos maligno Tortuosos caminhos hão de surgir ao benigno Que triste tu és, que triste tu és... Almejos simplórios de um coração "a sangrar" Desça do pedestal da morte, um sonho estás a contar - Não, não... Segredos posso revelar E o coração puro da dama posso torturar Que linda tu és, que linda tu és Queres mesmo ler sobre a vastidão do meu querer? O efémero pode durar, e escuridão posso pronunciar Perdoe-me desde já, pois o poeta que escreve nunca amou. O medonho da vida irá afligir... Uma forma de dor Mostrarei o meu verdadeiro ser... Uma forma de morrer Seu poema monotonia irá pasmar, irei escrever, mas Triste irá ficar, Ah como irá ficar... Uma forma de amar. Perfeita tu és, perfeita tu és, Ah como é!
II
Pondero a utopia de uma esperança a sonhar Nele a sua alva face posso tocar Ah como é lindo esse sonho que quereis viver Toque-me, o infinito límpido irei buscar Esperança? Saudade? Amor? Esse é meu ser? Anelo que sonhei, Ah eu te encontrei, Ah eu encontrei! Como és belo te amar, mesmo que numa ilusão de meu sonhar. Não finda esse sentimento tão belo que brotou Um dia... irei amá-la com outrora amou. Sangra coração pútrido, chora olhos tristonhos Rasga pele esquálida, morra alma maldita Nesse instante onde o amor é um sentimento medonho Não há para onde fugir, não... Não há saída Tudo que toco, que sonho, que amo, é o você. Mas isso é apenas mais um incógnito "Amar-te, é ter a certeza que morrerei por um propósito"
III
Forja o fatídico lastimar no horizonte Uma lágrima de sangue escorre de meus olhos Ah maldito, ah maldito, queres estar em fronte? Ávidas às lembranças tristes a recordar O sepulcro do antanho retorna ao sonhar Eu te odeio, mas a amo, e continuarei a amar Dê-me um punhal, deixe-me mostrar o sangue escorrer Meu pulso irei cortar para meu amor lhe provar Sim, por você um dia (breve) irei morrer... Sombras taciturnas de meu maldito olhar Insistem em voltar, ah como sofro, e irei sofrer O enfermo estás a sonhar, ah e viverá, ah e viverá. Ó bestial, porque me atormentas? deixe-me apenas ansiar Ó celeste, porque me ignoras? Deixe-me apenas amar Não tenhas medo de minha morte amada Foi apenas meu sonho, meu ódio, minha dor Pois "A morte é apenas mais uma vida pérfida Onde mais uma vez não terei seu amor"
IV
Ecos a serem ditos, ecos a serem ouvidos - Você és linda, linda, linda. - Obrigada, ouço responder uma voz infinita - Seu sentimento és perfeito, perfeito, perfeito. - Obrigada, ouço responder uma voz em devaneio - Sua voz uma canção divina, divina, divina. - Obrigada, ouço responder sua voz eternal - Eu te amo, te amo, te amo e te amo - ... O silêncio, resposta dum fim sepulcral.
V
Ah como foi linda essa minha ilusão Pude te ter, te encontrar, te tocar Ofegante da forja de meu coração Pois mesmo que apenas em meu sonhar Ah eu vou te amar, ah eu vou te amar...
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