
ALENTEJO
Data 05/02/2010 22:17:14 | Tópico: Poemas
|
Janelas coloridas abertas ao sol paredes caiadas de um branco puríssimo portas em abóbada lembrando outras histórias souvenirs pendurados na parede. De estradas empedradas tu és feita ó aldeia portuguesa e enfeita-te a tarde na mansidão das planícies no sossego de teu apego à terra. Candeeiros e iluminarias realçam o azul do céu animais percorrendo tuas ruas estreitas carregam alforges e carroças de madeira o poema que se perde nas horas de um entardecer no fim do horizonte – linha paralela com seus trigais, suave brisa nas espigas enquanto anoitece e a poesia acontece. E as crianças e os cães saem à rua para correr e saltar entre as searas de teus planaltos iluminadas as eiras pela luz da lua uma coruja parada pia baixinho junto ao sino da igreja bonita que os aldeões ajudaram a erguer. E antes da ceia no chão a ajoelhar reza-se pelo pão fermentado por mãos calejadas amigas e familiares que sabem da seiva com que nasceu este poema.
Jorge Humberto 05/02/10
|
|