
HAMADRÍADA
Data 04/02/2010 21:07:03 | Tópico: Poemas -> Amor
| Ainda vejo ao longe aquela árvore solitária que um dia viste através do meu olhar.
Deitada na erva, da sombra olhavas o horizonte luminoso e aquela colina distante, de onde a árvore te observava como se fosse um espelho de ti, altaneira, e tinhas os pensamentos simples que uma árvore tem, quando quer apenas ser, apenas estar. Da tua pele erguiam-se com simplicidade, num coro alucinante aos sentidos, as vozes das tuas raízes profundas -que nenhuma casca continha, nem roupa poderia disfarçar. Era a linguagem antiga da terra quente sob a erva molhada, repetindo histórias de seivas por entre sorrisos de lábios férteis. E os teus gestos eram levezas de vento em carícias de folhas, como dedos. roçando por um instante a minha face feliz.
Ainda vejo ao longe aquela árvore solitária. Enquanto me olha, protege em segredos de sombras o que um dia viste, através do meu olhar. Ainda vejo ao longe aquela árvore solitária que um dia viste através do meu olhar.
Deitada na erva, da sombra olhavas o horizonte luminoso e aquela colina distante, de onde a árvore te observava como se fosse um espelho de ti, altaneira, e tinhas os pensamentos simples que uma árvore tem, quando quer apenas ser, apenas estar. Da tua pele erguiam-se com simplicidade, num coro alucinante aos sentidos, as vozes das tuas raízes profundas -que nenhuma casca continha, nem roupa poderia disfarçar. Era a linguagem antiga da terra quente sob a erva molhada, repetindo histórias de seivas por entre sorrisos de lábios férteis. E os teus gestos eram levezas de vento em carícias de folhas, como dedos. roçando por um instante a minha face feliz.
Ainda vejo ao longe aquela árvore solitária. Enquanto me olha, protege em segredos de sombras o que um dia viste, através do meu olhar.
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