
Tenho O Maior Amor Do Mundo!
Data 02/02/2010 18:44:30 | Tópico: Poemas
| América do Sul, Brasil, Minas Gerais, mês x, dia tal...
“Quem tem um ao outro, tem tudo!” (Ana Sansão, Poetisa de 16 anos)
Eterno e único amor da minha vida, Através dessas mal traçadas linhas Venho até ti dizer-te que nunca me Fazes mal...
És raio luzente em minha triste caminhada. Junto saltaremos por íngremes cascatas E desbravaremos as mais densas florestas.
És, por todo sempre, a minha amada. Busquemos todos os tesouros... As esmeraldas... Todas as riquezas... Possibilidades infinitas! Corpos nus adentrando o âmago das matas... Sempre serás minha... “Kerida”!
Queiras compreender-me, meu amor, Fartos sempre serão os meus desejos, Como são milhares os meus planos. Vários foram os meus desenganos. Há muito aprendi que amar Consiste em esquecer o que desejamos E na forma mais ampla em que podemos Doar-nos...
Tendo-se um ao outro, tem-se tudo!
Erigir tempestades e lançar trovões No arfante e sôfrego coração alheio, É se furar em espinhos... É se machucar por inteiro... É perder as primícias da recém-chegada Estação... É ter doente o peito sem cataplasma Que lhe cure... Direito...
Deixe disso, meu amor perfeito! Deixe adentra tua casa um feixe de raios Solar. Que o vento desarrume teus loiros Cabelos... E que o balouçar dos nossos corpos Desarrume a cama. Que quebrante a tênue teia que se forma Pelos Cantos obscuros de tua sala... Que nossos sussurros sejam escutados Na cozinha... Que o canto magistral das cotovias vorazes, Em harmonia com tua voz que nunca se cala, Envolva-te em uma só gritante e constante Alegria...
Que se afrouxem as penosas e pesadas tenazes Que lhe deixava, aos poucos, fenecendo à míngua, Privando-lhe do teu onírico pensar preso em tua Labareda-língua...
Trago-te do oriente antigo todos os bálsamos, Oboés, perfumes, mirra, sândalos, pensamentos... Da Índia, trago-te cravos, canelas e incensos...
Venha comigo, meu amor! Nada deves temer! Serpes se enrosquem aos teus alvos pés. Que todos os galhos e ramos dos bosques Arranhem-lhe a tua terna e macia tez...
Nada tememos, meu amor. Tendo-se um ao outro Tem-se todo o universo! Bromélias lhe brotem da boca Quando puderes sorrir.
Que façam ninhos em teus púbis Uma revoada de araras e passarinhos. Que néctar e mel saiam sinuosos Rios azulados dos teus olhos Quando chorares... Dou-te, meu amor, todo o mundo. “Quem tem um ao outro, tem tudo”!
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