
Suicídio Cobarde
Data 01/02/2010 17:03:00 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| É tempo de ir. De deixar os mundos… Deixar para trás um legado; Uma lágrima no rosto de alguém. Um eterno pedido de desculpa…
A noite é presságio O dia é inexistente luz… O vago é mais um espaço feito de tudo… Cheio de nada! Assim me rodeei do mundo; De métricas e espaços concretos; De alquimias e sonhos sem rosto; Eternas descobertas num simples gesto. O sorriso que por vezes faltava! A eterna pequena palavra De grande significado: Amor!
Procurar-te-ei em outros tempos Em outros espaços Em outras ciências Em outras descobertas e outros gestos Em outros eu’s nos mesmos sonhos de rosto apagado. Ontem fui o eu de ontem; Hoje sou o eu de hoje; Amanhã serei o eu de depois; E então serei o eu de sempre, De todos os dias! Eu.
Hoje és sonho Amanhã de sonho não passarás!
Os anos passarão! O pó virá cobrir o tempo, Silenciosamente entre preces proferido, (Quem as proferirá a quem? Para quem?) Será segredo! Apenas as paredes da surdez o ouvirão… Ouvirão o silêncio! O rosto apagado de alguém sem eu!
O suicídio assim se fez; Proferido em silêncio a uma alquimia sem sonho. O segredo de um rosto apagado Sem espaço e sem tempo… Morto! Morto pela palavra de um simples gesto de amor O pó dos mundos. O pó do olhar da questão (Qual é o sentido de viver?) Assim se calou. No silêncio Na métrica sem rosto dessa Alquimia de significados. (Alquimia do sonho perdido! Dirão os estudiosos do cadáver.)
Procurar-te-ei sempre… No eu de ontem No de hoje, No eu de sempre… Mas tu só virás amanhã! Apenas amanhã! Descobrir o meu rosto apagado.
O meu rosto de um suicídio cobarde…
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