
SILENTE
Data 27/01/2010 20:41:07 | Tópico: Poemas -> Alegria
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Qual andorinha no ar assim sou eu por te ver um sono de bem despertar mil fogueiras de sóis a arder.
E no mais silente de teu ser sou eu quem me reconheço nesse teu bom viver que de mim não esqueço.
Assim a ave pela manhã abundante de passados fica-me uma estrela por irmã a contar-me coisas de fados.
E o sol raia reluzente mostrando-me o que é teu uma pequena semente que é tudo o que é meu.
Reclama o mar a tua presença reclama o ar a tua esperança não há aqui qualquer desavença quando é tua a imensa herança.
E eu observo os teus olhos de mel no mais fundo de nossos seres e tu és uma folha colorida de papel apenas e só por me veres.
E o teu rosto de bem-querer traz a fina brisa de tua alma que eu sou aquele que te vai ver quando ascendo à minha calma.
Sou uma corda lançada até onde tu és horizonte no teu cabelo ela é enfeitada no cimo do pequeno monte.
Como anjo desces até mim procuras-me com extremo afã e o que eu sei sei-o bem de ti e nasce o dia e um novo amanhã.
Homem e mulher não olvidam seu ser enorme e extremoso amigos e amigas de si convidam para ver este amor grandioso.
Jorge Humberto 27/01/10
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