
AIDS
Data 10/07/2007 16:11:33 | Tópico: Poemas -> Sociais
| Agora vou lhe dar meu beijo morto, Instigante é este meu beijo da morte, Depositados nos confins de teu corpo, Servidos à mercê de sua sorte... ~ Assistirá-me então sair das profundezas, Ignorando aos teus credos, e a tua vida, Dizimando com tuas verdades e tuas certezas, Semeando a discórdia tão desconvida... ~ As tuas dúvidas agora é que vão aparecer, Insistindo em destruir o resto de tua fé, Deveras, sentirá o teu amor abrutecer, Sabotando com o resto que ficara em pé... ~ Assim poderás ver as minhas facetas, Insaciáveis, tomando tudo o que lhe resta, Deixando-lhe há estas continuidades obsoletas, Sumarizando a minha identidade funesta... ~ Ao ver a minha face que lentamente te consome, Indagarás confuso sobre a quem realmente sou, Duvidando, não entenderás nem ao meu nome, Sarcástico, que dessa maneira se revelou... ~ A minha seara estará completa totalmente, Imortalizando a praga que ao vento fora semeado, Deixando-lhe, a incerteza que agoras sente, Sucumbindo-lhe sem horário marcado... ~ Agora, não espere de mim a piedade, Intervenho qualquer pedido feito a Deus, Depois de sugar sua vida, te digo a verdade, Sou a praga da fé ante os ateus... ~ Antes que viva, e antes que morra, Inicio a sentença, de tudo em que lida, Do meu circo colorido, lhe farei uma masmorra, Sugando com o resto que sobrou da tua vida...
|
|