
Venenasas
Data 17/01/2010 15:28:46 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Esta certeza é efémera como todos os brilhos Como as chamas arrefecem nas órbitas De monstros venenasas Ruínas de castelos que já foram no ar Sobranceiros a campos Onde são matagais Cemitérios onde adros já foram festivos Esta tristeza desmemoriada do que foi alegria Ao compasso de todas as músicas De todas as marchas não reeditadas E dos silêncios sobrevindos De todos os sinos De todos os tempos Tratados de filosofia À espera De um cérebro que os pense Até à próxima explosão do Universo Que não precisa da ciência Nem de contexto histórico Como a minha morte Para acontecer Sou fútil e distraído Como as estrelas brilham Como um ébrio enquanto não adormece Trato de banalidades Porque já é aquilo que há-de vir a ser Eu já nasci morto.
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