
UM POEMA, QUASE DESABAFO, PARA VÓNY FERREIRA, MINHA AMIGA
Data 17/01/2010 08:55:12 | Tópico: Poemas
| trago manhãs cansadas dentro dos meus olhos habituei-me a carregar nas costas o peso desta minha antiguidade se me perguntam hoje o que sou digo apenas - órfão de pai e mãe e de mim mesmo também me esqueci tantas vezes nas mesas dos bares que agora procurar-me não vale a pena fumo e bebo demais e ponho-me a contar os dias sendo assim minha amiga tenho as malas sempre prontas meu verso é o meu verniz a cada dia me convenço: - sou um talento que não deu certo só preciso aprender a ter dignidade para morrer daqui de casa ouço os sinos do convento do carmo mas finjo que estou surdo e construo um poema com palavras cegas que não vão modificar o mundo
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júlio
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