
Déjà-vu
Data 09/07/2007 14:55:45 | Tópico: Acrósticos
| Ao encontrar sua porta aberta, adentro o recinto, E ainda denoto a sua presença no lugar... Ao receber seu perfume, como se dissesse, “Bem Vindo”, Como um doce veneno a me embriagar... ~ Sei que ele tenta da realidade me abduzir, Como se me traze-se para dentro de um sonho... Onde o seu corpo começo a sentir, Mas no minuto seguinte, me recomponho... ~ Porque sei que você não está aqui, mas te vejo, E vejo você em tudo que tocaste! Sinto-a, até no meu ultimo desejo, E nas coisas que sem querer perfumaste... ~ Pois deixaste ao seu aroma de flor, Nos lençóis distorcidos de nossa cama... E na lembrança do momento de amor, Onde acendemos nossa ultima chama... ~ Mas que efêmera, logo se apagou! Mas as imagens, essas não se apagam... E seus gemidos, que pelo quarto ecoou, Ao meu ouvido ainda se propagam... ~ Pois meu corpo está marcado, Por suas unhas, pelo seu batom, por sua alma... Que esteve encruado no meu pecado, Sazonando meu desejo, e a dor que não ensalma... ~ Porque o desejo não apaga, e fere, Como a lâmina que procura a dor... Ao penetrar nas entranhas da pele, Sangrando as oito faces do amor... ~ Porque sei que você não está aqui, mas te vejo, E não sei como quebrar esse tabu... Porque minha boca ainda sente a umidade de seu beijo, Mas eu te vi, mesmo que num breve déjà-vu...
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