
Fui ao além, acha-me.
Data 13/01/2010 13:26:55 | Tópico: Prosas Poéticas
| A corrente imaginária é fria e árida, o tempo percorre as raízes do espaço ínfimo, entre tronco e folhagens. A imagem da paisagem é espera...fui ao além em busca de mim para achar-te. E devorada as plantas como nutrientes das expectativas, a vida fez-se de um encontro. O amor reina entre as bromélias e um tronco de árvore partido. A vida invade a manhã por trás da colina. E onde o sol se abre, é aí sim que abraço o tempo sem medo de ser apenas plâncton. As correntes são marinhas. O sol forte adorado, bate no mar ao acalentar as montanhas entre o lago azul e a espera de amores. O suave vento que balança as folhagens, vem sem temor resgatar o fundo do poço das águas mais límpidas. E lodo é sinal de vida num fundo imaginário. É como um lindo lago azul que colore a passagem, o caminho é seco e tenho esperança. Quimera o momento de encontros, não haverá mais? Como posso refletir num deserto árido sem água? Como planejar um futuro sem ser de mim a sua presença? Como posso deixar de amar-me? Não sei mais em que ambiente cercam as folhagens entre as raízes. E não quero ser a terra rachada. Vivo a sobrevida do encontro com a luz. E adormeço seus sonhos em noite caladas. E na imaginação do ardor, o calor do amor, abre-se a manhã de luz. Aninha-se em meu colo solitário e quieto, sem expectativas, apenas respira e sente a vida, abrem-se as pétalas da flor.
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