
Na mente, há vezes com realidade.
Data 07/01/2010 17:23:47 | Tópico: Poemas -> Esperança
| Há vezes que me permito parar de pensar e o meu cérebro deixa de saber onde estou. Parece que entro numa viagem sem saber para onde vou. Apenas vejo ruas vazias e silêncio de pétalas mortas vejo pétalas despidas e madrugadas com pessoas esquecidas. Vejo pessoas. Vejo muitas pessoas por todo o lado do meu pensamento. Vejo pessoas finas, delgadas e outras mal temperadas, grossas e indesejadas todas elas misturadas. Meu pensar parece parado mas tudo circula parecem imagens quebradas pelo nevoeiro a deixar-me mendiga do que ainda acredito cantar nesse silêncio.
Há vezes que me solto nessa paragem há outras vezes que me perco como louca por amores impossíveis. Minha voz ficar rouca de timbre baixo nua e ressentida. Invento-me. Invento-me numa cegueira só minha para não ver tanto lamento, mas a mente não dança não há vento no pensamento! Tudo me invade! Tudo me esbarra e arrasta contra o meu silêncio e ficam ecos dentro do peito que nem ouço os batimentos certos! O mundo está tresloucado e fico sem graça nenhuma. Pareço perdida nas vagas do meu tempo permitido e parar de pensar voo mais ainda. Toco corações vazios e indigentes tudo aparece como ecos que entoam lá em cima e descem com asas de almas com suspiros um cenário fosco que me alcança.
Há vezes que surgem sons em latir de cães vadios que passam acorrentados aos ferros que arrastam os sons vagos dos paralelos nas ruas do meu silêncio e paro de novo no firmamento das ideias que a mente traz guardado. Tudo esqueço e tudo ressurge vivo a tornar meu cérebro escravo do meu corpo que quer sair dessa paragem.
Há vezes que num grito salto pelo desagradável do mundo à procura de melhor sitio! Meus sentidos querem mostrar-me os encantos fora dos assombros que teimam ver outra realidade e nos meus olhos há vezes que incomodam o meu pensar sinto a mente a querer liberdade liberdade de ir para outro lugar que não este onde me sento no meu cérebro já esgotado de tanto pedir à mente. Parar de pensar é sentir-me mendiga de tudo e para sair deste tempero amargo que me cerca quebro promessas a mim mesma e revelo-me nos meus segredos que nunca a boca ousou falar! Não sei onde estou, apenas parece-me o centro da multidão por onde passo. A multidão sufoca-me, rouba-me o ar como se de repente, eu parecesse ser borboletas e todas as cores do arco-íris! Fico leve. Fico leve como a pena dos meus delírios loucos. Do tanto pensar, há vezes que a luz me acalma o corpo mas a mente vagueia teimosa de pernas bambas a passar pelas ânsias dos meus desejos e nem às pressas, nem às pressas tenho vezes que nem vejo as escolhas certas! Imagino-me, vejo-me resgatada dos lírios dos campos pareço uma, entre tantas pombas soltas a segurar as quatro letras do AMOR. Meu pensar por mim pensa e o mundo oh o mundo se fosse melhor poderia eu sorrir ao parar de pensar, porque parar de pensar ou pensar a mente só vê realidade a chorar e onde mora o mundo que não existe?!
|
|