
ENTARDECER
Data 07/07/2007 18:03:15 | Tópico: Poemas
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Enquanto a tarde cai lá fora E as andorinhas, andam num corrupio louco, De asas e de penas, Meu ser apaixonado detém-se à janela, Desfrutando da brisa suave Que acaricia meu rosto, Como um afago de mão feito realidade, Que a paisagem empresta ao azul celeste, Grés pairando por sobre o rio, Que corre lá mais em baixo, junto às fábricas De outrora e novas estruturas, Que se içam aqui e ali.
Tudo isto vejo com os sentidos, não com Os olhos, porque ver com os olhos é mentir.
E nada quero nem espero, Porque quem quer alcança nada, e, esperar, É uma realidade que nos foge.
Fecho os olhos e sinto todos os ruídos mínimos, Que se debruçam sobre a varanda De meu quarto.
Que me diz o vento? Que é vento e que passa.
Assim as coisas que nos cercam, não podemos Aprisioná-las, com as mãos sujas de industrias.
Jorge Humberto 06/07/07
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