
A MINHA LOUCURA
Data 31/12/2009 12:05:49 | Tópico: Textos
| Tocam-se horas em pergaminhos estéreis, livros sem cálculos que nos tentam definir como gentes, num desfile de momento sem marcas a reflectir. Escreve-se o desconhecido, com a mesma insanidade com que ousam imitar os tons de Malhoa. Insurge-me esta contradição, esta dualidade impune, misturada de fados e dores, num primitivismo fisíco pintados de falsas teses, sem adição de metafísicas. Conferem-lhes dons absolutos,com verdades contrafeitas e ilusórias, escritas em folhas de areia, onde as marés as sugam sem mar-chão. Pois que seja a ridícula e o insano, que coloca o talvez no início de todas as frases! Pois seja eu a louca, que refuta todas as metodologias! Pois talvez seja a que escreve músicas sem refrão, coladas à vida sem muros.
Eduarda
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