
O NATAL DOS OUTROS
Data 26/12/2009 21:45:40 | Tópico: Poemas -> Natal
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Ainda não refeitos da consoada continuam a passar pelos sem-abrigo como se fossem nada.
Soltam-se os gases do exagero tal a gulodice do último dia e agora choram por se verem sem dinheiro.
Logros e grandes cenas fazem muita gente pensar que são uns santos quando tudo não passa de enfisemas.
É vê-los nos hospitais com ataques de alergia que os fazem parecer aos olhos descomunais.
A abarrotar pelas costuras vão para os bares mostrar seus enormes apêndices todos cheios de trôpegas finuras.
Alguns meninos sujos acercam-se de uma mesa pedindo algo que comer soltam-se os risos dos ditos cujos.
Não os acheguem a seus meninos de face bem rosada podem pegar a doença dos cretinos.
E mais uma vês tudo na mesma mais um Natal mais uma discriminação para juntar à enorme resma.
E as sobras vão para o lixo para não terem de dividir com os andrajosos andando de nicho em nicho.
O costume Natalício é ter para si e compartilhar e não ser apenas mais um desperdício. Jorge Humberto 26/12/09
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