
O MEU NATAL
Data 25/12/2009 19:28:09 | Tópico: Poemas -> Natal
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Nesta época de consumismo desregrado de despotismo bem aqui ao lado todos se pavoneiam às suas novas aquisições para este e para aquele o que é dele só sensações.
Famintos à sua porta fica mal traz-se a retorta para afastar o animal.
Natal é todos os dias todos os dias são Natal um dia não tem filhós nem azevias pró pai prá mãe e prá cria que deambulam pelas ruas sem reparar que é Natal nas roupas esburacadas com as mesmas estradas a mostrar que tudo é igual.
Famintos ao nosso portão queda mal traz-se o bordão para escorraçar o animal.
De tudo se compra aqui mesmo o mais corriqueiro quem me dera ser assim dar importância ao dinheiro conseguir ter na boca um grande sorriso perante a incongruência desta mal gerência que me faz perder o siso.
Famintos à nossa janela um grande quinhão dando o que é dele e o que é dela de altruísta coração.
Este é o meu Natal dele lhe falei um pouco também eu um simples animal sem ter onde cair morto. Egocentrismo desvairado e no vira revira está a grande mentira onde o pobre consoado?
Abri a porta de minha casa para todos sem excepção e foi vê-los entrar em massa filhos da redenção.
Jorge Humberto 24/12/09
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