
VOU ESCREVENDO
Data 20/12/2009 02:18:46 | Tópico: Poemas -> Fantasia
| Vou escrevendo meus versos debaixo da oiticica ao abrigo dessa sombra pensando comer canjica mas não sou pretensioso versejo porque é gostoso não almejo rima rica
Palavras chegam voando como aviões de platina eu agarro cada uma enquanto troco de rima se ficar no céu é do santo caindo aqui é meu canto em rasgando é da menina
Não tenho qualquer pretensão de ser poeta moderno nunca fui de roupa nobre nem mesmo sei vestir terno boto a viola no ombro e sob os restos do escombro meu poema eu governo
Porque sou feito de pedra cara feia eu não temo risco de faca apago os dois braços são meu remo minhas pernas são de chumbo eu me viro, me arrumo, olhando a morte não tremo
Meus olhos são duas chamas na vida pegando fogo danço conforme a música não entro liso no jogo se paquero uma mulher em vendo que ela me quer nem me lembro mais do troco
Não nasci de sete meses nem só nas coxas fui feito não tenho papas na língua não escondo meus defeitos só quero andar na linha pra mim é canja de galinha faço tudo do meu jeito
Tão depressa pass'a vida parecendo um furacão quando menos se espera vem um infarto no coração se alguém chega à velhice pensa, triste, "que tolice vivi somente ilusão"
Melhor, então, aproveitar essa quimera de viver as ilusões são ternura que só amenizam o sofrer vamos fantasias gerar e mergulhemos no sonhar para semear o conhecer
Desprezemos preconceitos amemos o entendimento ajudemos quem precisa apagando o sofrimento conjuguemos o verbo amar pois quando a vida terminar por que arrependimento?
Eu choro porque sou homem compreendo quando perco tanto piso em sala chique quanto ando no esterco tenho grande admiração por quem costuma dar a mão a quem todos dão desprezo
Se alguém não me respeita esse deixa de existir amizade é via dupla ser bom amigo é dividir apego e consideração os momentos de comunhão é bom com o outro repartir
Gilbamar de Oliveira Bezerra
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