
Vila Boa de Goiás
Data 08/12/2009 22:47:05 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| I Quem toma pra si as dores que porventura são minhas:
- o rumor das ausências que os telhados do tempo visita?
Quem sobrevoa o cerrado no estimulante voo guarida:
- o quero-quero solidário que ao sinal de perigo avisa?
Quem resiste à aridez no semblante do tépido dia:
- caviúnas e lobeiras com seus braços retorcidos simulando acrobacias?
Quem ilumina uma fatia desse mundo submerso:
- a luz da poetisa rompendo o prisma adverso?
Ah, Cora Coralina como admitir tua partida se em todos os recantos do poema te apresentas tão bela quão viva? II
As águas do Rio Vermelho na antiga Vila Boa de Goiás teus primeiros passos ainda vigiam e as peregrinações em solo paulista repletas estão de poemas e simplicidade.
Tardiamente reconhecida burlaste tempo e espaço e, hoje, repousas tranqüila na imortalidade.
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