
Arranho as Horas
Data 03/07/2007 12:30:07 | Tópico: Prosas Poéticas
| Arranho as horas enquanto adormece o relógio, tic-tac, e rodam os ponteiros em sintonia cravando-me de medos e receios. Arranho as horas e o tempo que as detém e antes que se adormeça o relógio por inteiro eu cravo-me os medos e arranho-me nas horas e deixo-me engolir pelo tempo enorme que me tem. Arranho... Arranho e corto e deixo-me morrer. Arranho as horas com as unhas da vida, lanço-me contra a parede de sangue que se extingue, embato violentamente contra as verdades e tombo pelo tempo abaixo como uma rocha arrastada pelas águas.
Arranho... Arranho-me a pele nas horas a descoberto, sangro este papel enquanto escrevo...
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