
COMO AVES SEM RUMO
Data 06/12/2009 15:02:00 | Tópico: Poemas -> Sociais
| À guisa de aves errantes buscando o infinito, também nós, quiméricos racionais caminhantes vamos ao lado de outros, mas a sós
O trajeto é longo, melancólico, estrada que nunca leva a nada vislumbre enigmático, bucólico, e as mentes seguem arrasadas
Aqui e ali alguns sorrisos há quem dê sonoras gargalhadas todos sonham com paraísos mas só vemos manhãs desprezadas
São tantos os que caem andando embora amados, ficam no caminho, os demais devem seguir caminhando semeando sonhos, pensando carinho
Quem sabe por que cá estamos? Todos buscamos a grande verdade será que um dia a encontramos? Qual seja ela senão a realidade?
Assim, lá vamos nós desnorteados a lembrar aves voando sem rumo carne e sangue vãos, desencontrados multidão que jamais encontra o prumo
O futuro, sabemos, tem o mesmo tema um epílogo que sempre é inesperado ainda que da vida seja grande lema para nós nunca é fato consumado
Mesmo sabendo o que adiante o espera o ser humano insiste em sobreviver e malgrado a velhice que o degenera nessa jornada ninguém deseja morrer
Gilbamar de Oliveira Bezerra
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