
Torcicolo
Data 05/12/2009 21:30:05 | Tópico: Poemas
| Vemos o ponto final E nos perdemos dobrando as esquinas das vírgulas. E na mente as mil composições sorvidas Divertidamente Fundem caldo Esgazeiam esfuziantes Cérebro adentro e afora Canções inéditas A maré subindo.
E a juventude Dona de si em sua rebeldia Enfastiada do termo Dos términos...
Vou me esbaldando Despejando meus baldes de torpor Denso sabor Bálsamo em amargor E uma crônica arriscando rimas Pelo dulçor.
Quanta carnificina repousa no coração de todas as boas coisas dos homens. Quanto melodrama nos impomos envelhecendo tão magros de perversidade. Quanta familiaridade com o ceticismo, o sensacionalismo, - com o ismo!
Malditas referências inescapáveis Me arremessando daqui àcolá Bolinha de pingue-pongue Esta vida Liberdade e nada mais Nosso queijo das manhãs embolorando de dentro pra fora Nossa irremediável sincronicidade Absolutivamente Tropeçando nos antigos amores como em truques de magia desvendados Sorrindo flamejantes imprevistos Nas entregas à musa inesperada À madrugada desvairada Ao coito terno Ao rouco inverno Às rãzinhas azuis Aos trumpetistas Ao amendoim doce Ao rasante da pomba confirmando Ao pouso da pomba inconformando À exatidão da devassidão da vastidão tão tão larga do silêncio daonde Tudo brota.
Lâmpada Aforismo Cataclísmico improviso. Minha ode indiscreta Meu inominável.
5 de Junho de 2006, São Paulo. ORGASMAGIA http://orgasmagia.blogspot.com/
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