
«« O poeta aos meus olhos ( XVI ) ««
Data 05/12/2009 19:33:44 | Tópico: Sonetos
| ( Desequilíbrio)
De copo na mão
De copo em copo vou naufragando Acendo cigarros tal arma na mão Morro de amores, devaneio e paixão Doutrina de vida, que me vai matando
Abraço a pena, vou escrevendo voando Estátuas que me olham sem asas, ou ilusão Piedosamente cultivo retalhos em abolição Na fragrância em que me vou observando
As fraquezas que passo, os dias sem almoço A janta que não chega, no pão que se definha A cada dia que passa sou um cão sem osso
Labaredas que me consomem sem Resistência, morte que se avizinha Poema de todos que não é de ninguém
Antónia Ruivo O período de homem regrado que Bocage viveu depois de sair do hospício durou pouco tempo,decadente sente que o fim está próximo.
Na foto uma tela de Malhoa (os bêbados)
|
|