
«« O poeta aos meus olhos ( XIV ) ««
Data 03/12/2009 18:36:42 | Tópico: Sonetos
| ( Hospício )
Clausura
Deus misericordioso, ampara As fraquezas da alma humana Pavorosa ilusão que me chama Eternidade, mulher sem máscara
Morte, alma negra moléstia barbara Sepulcro que soterra, pobre insana Questiono morte tens vida alem chama Ou és apenas ladainha que proclama
A doutrina dum santo que é oficio, e são tantos Os mandamentos, os pecados o cristianismo Enclausuram-me no convento no meio de santos
Pina Manique, mui nobre e benevolente Príncipe Regente amparam-me no abismo Os meus versos, são a paga, o meu presente
Antónia Ruivo O desembargador Morais de Brito despronuncia Bocage do delito que lhe é imputado e entrega-o nas mãos da inquisição por erro religioso, assim Bocage ao fim de três meses passa da prisão do Limoeiro para o mosteiro de S.Bento da Saúde. não se sabe muito bem se por sobrelotação do mosteiro se por influencia de alguns amigos de peso no reino, Bocage a 22 de Março de 1798 é transferido para o Hospício das Necessidades. ............................ Na foto o Marquês de Pombal
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