
Palavras Desnudas
Data 02/07/2007 14:54:58 | Tópico: Prosas Poéticas
| Tento perceber-te... Para entender Porque te vestes como um guerreiro, pronto Para a guerra da indiferença Encerrando a ternura, num íntimo de aço... Onde sem te dares conta... desprezas o sabor da brisa, a eloquência do sonho, o desejo de voar. Falas-me em metáforas... Sinais que eu apreendo... ou não! Mesmo que contestes a sua direcção... Sei que é para mim que falas! Assim interrogo: Onde fica o desinteresse que te instiga a desnudar as palavras que me dizem que sou aurora na tua saudade? Não me dás ouvidos quando te sussurro Que no céu são muitas as estrelas que existem por numerar... Estrelas que te vigiam... Iluminando esse caminho tortuoso no qual te alforrias. Na boca do poeta achei a verdade e a verdade diz: "Que para morrer apenas carecemos da indiferença do nosso próprio olhar". Criaste dúvidas onde existia genuinidade... Deixas-te o acre no lugar de beijos Ergueste defesas que impedem o abraço. Algo sucedeu e não me dei conta! Desculpa se a expressividade das minhas palavras te provocam a precaução dos sentidos. Envergonho-me da minha simplicidade, de não conseguir sair digna... deste sonho solitário que me permiti sonhar. Conheces-me...sabes que... A minha ternura, Existirá para lá do sonho Para lá dos beijos Para lá do desejo... Porque eu permaneço!
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