«« O poeta aos meus olhos ( IV ) ««

Data 23/11/2009 01:04:48 | Tópico: Sonetos

( Grito )
Mãe

Pobre mãe que já partiste, estou tão só
Sinto-me perdido, com frio e há deriva
Cruel vida madrasta, vil enegrecida
Sim preciso de ti, mãe, que viraste pó

Criança, caminho coberto de penas e dó
Encalhei em rio negro de agua conturbada
Falta-me o teu doce carinho mãe amada
Volta, nem que seja por um instante só

Aperta-me em teus braços doces,aconchegantes
Embala-me nesta noite fria, e tão escura
Deixa-me acreditar, que tudo é como dantes

Um afago teu e abraçava o sol, acreditaria
Que um dia, navegarei em mar de gigantes
Que lá longe ao sul, existe uma estrela luzidia.

Antónia Ruivo


Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=108172