
de todas as coisas raras (reed)
Data 20/11/2009 11:43:11 | Tópico: Poemas
| o sol perdoa a loucura dos homens e o silencio sacia a rua das horas.
próprio do mendigo recebendo esmolas as bestas de ouro vivem em gaiolas.
os ossos do cao comem maças amargas e a virtualidade do sono é a sua premissa.
quem encanta a insónia à sua alma escreve, se a beleza de quem cora, no prato cospe.
a felicidade é um gelo que da língua queima quando uma ruga é agora um poço onde te afogas.
a agua evaporou quando a sede pensou, de olhos fechados a ferida cantou e de cabelos brancos o sábio morreu.
se a morte é cobarde, quem a alcança à morte vence porque da agilidade do caracol se fez o trepador.
a verdade é um ninho onde teus dedos adormecem e o futuro é uma corda delicada e doce.
quando há falta de mel no teu corpo liquido pastam ovelhas de musgo na seiva do rio.
se o castigo por inocência semente for o que é da terra volta à terra e da terra há-de nascer.
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