
VERSOS CATÁRTICOS
Data 12/11/2009 11:26:03 | Tópico: Poemas -> Sociais
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Farejo o aborto de ideias: Pensamentos que anseiam Alcançar o estado de palavra; Acabam tendo a garganta-vácua Por cova, arquete, mortalha, A sua única câmara mortuária!
Farejo vales de sangue Inundando as esquinas da vida: Ecoa pelo espaço O agônico bramido de fera ferida Em virtude de mais uma morte Por bala perdida.
Farejo a cidadania Vivendo á base de morfina e hemodiálise: Cidadão de primeira classe É fazer com que toda a nação Consuma o oxigênio da mente E das auspiciosas oportunidades á vontade.
Farejo a mão do arco-íris Pousar sobre o meu ombro: Apesar da fogueira de vilanias, Preconceitos, impotências e hipocrisias, A esperança bate-me no peito De afro-latinoamericano ainda!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
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