
Mulher misteriosa
Data 11/11/2009 10:07:49 | Tópico: Poemas -> Amor
| Mulher misteriosa
Acima das boates da noite o ar é abafado e ainda selvagem!!!
O sopro da deterioração da primavera com seus homens gritando bêbados num duro açoite.
Acima dos corredores empoeirados tem amantes.
Tem tédio das casas de verão na minha pele e na sua.
E de manhã o sinal do padeiro, o ouro mal brilha distante.
E os anéis com choro de uma criança na rua.
A cada noite além dos portões tem outra passagem.
Cada um com os seus chapéus derrubados e de alegre aparência dessa louca viagem.
Sem o juízo cometido, passeio com as senhoras entre as valas da orgia da malandragem.
No lago, portões com rangidos fúnebres.
E uma mulher começa a gritar: mentiras e verdades.
Enquanto no céu, habituado a tudo isso vem o disco lunar que voa em luzes sensuais e brilhantes.
E cada noite meu amigo solitário se reflete no meu copo misturando-se com mar.
Feito manso e cambaleando, como eu, pelo líquido misterioso e inebriante no breu.
O salão é um local sonolento que sobe ao lado das tabelas adjacentes.
Enquanto bêbados com olhos de coelhos começam a gritar " viva a vida bandida".
E se sentindo talvez um pouco mais gente.
E cada noite numa determinada hora ela ou eu está apenas sonhando?
Eu via a figura de uma jovem, vestida de seda, que se mexia através da janela de neblina.
E eu me amando, e lentamente passando entre os bêbados, ela sempre sozinha e sem escolta.
Flutuando na ventania perfumada na noite de neblina.
Ela pega uma mesa perto da janela e me diz ser minha menina.
E um ar de antiga lenda de grinaldas e sedas reluzentes e o chapéu com plumas de seu funeral, em sua mão esguia anéis de uma doce prenda.
E encantado com esta proximidade estranha.
Eu olho através de seu véu escuro e vejo uma pele tenra e encantada com o horizonte enlevado. Há um doce prazer de esta a seu lado.
Profundos segredos são confiados a mim, é alguém que estará em meus cuidados.
Em cada volta do vinho inebriante perfura a minha alma. São seres mal amados e inclinando-se de plumas de avestruz.
Esta a vacilar em meu cérebro, insondável com olhos azuis cintilantes na costa distante.
No amor que deveras frui e um tesouro está na minha alma.
E a chave pertence a um solitário! Estou certo você virá bêbada!
Eu sei o que é isso: o vinho traz a verdade, ao rico e ao operário.
O rio se espalha, Flui triste preguiçoso e lava os bancos.
Acima da argila no meu corpo nu no penhasco amarelo.
Morto a definhar na madeira, ó meu Deus!
Minha esposa! Nosso longo caminho é dolorosamente claro! A verdade já não é verdadeira.
Nosso caminho foi perfurado nosso peito com uma flecha, alvejando o antigo testamento.
Nosso caminho conduz, através da cruz, através da saudade sem fim, de um louco casamento.
Através de meu anseio, ó Deus! E eu sem medo da escuridão da noite, para além da fronteira.
Deixe a noite chegar, vamos acelerar a nossa meta e acender a madeira com fogueiras.
Na fumaça vejo um pano santo que irá brilhar junto com o brilho do mais puro aço... E a batalha é eterna! Só podemos sonhar com a paz através do sangue e de poeira ... e da força do meu braço.
Tem corcéis de madeira voando sobre mim e pisoteando na grama molhada... É vertigem ou esta mesmo pelada.
E não há fim! As milhas distantes e nas encostas um clarão...
Parar? Não!!!
A abordagem surreal fica assustada e sangrando o sol ela vai!!! De uma morte recém velada. O sol sangrando com fluxos de sangue no coração!!! chora coração, chora.
Não há paz! Os corcéis de madeira as moscas a galope! É duro a pena, e que pena de que tem pena de mim e tu não será como eu.
O NOVO POETA. (W.Marques). O NOVO POETA. (W.Marques).
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