
O DESCANSO DO POETA
Data 31/10/2009 18:27:32 | Tópico: Prosas Poéticas
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Ao fim de mais de dois anos a escrever ininterruptamente, eis que a inspiração pede meças à musa e baixinho lhe pergunta senão está na altura de fazer um interregno e dar um pouco de descanso à minha mente.
Sei de minhas obrigações por aqueles que não têm voz, pelos ensinamentos perante as injustiças de que tudo o que reluz não é ouro, mostrando novos caminhos, dando esperança e poder de afirmação, mas neste momento estou cansado demais para ser de alguma valia, então que faço eu aqui quando todos os pássaros já partiram neste Outono tardio.
No entanto regressarei em breve quando o fluxo e refluxo das marés chamarem por mim e sentir de novo nos meus olhos os olhos de uma criança pedindo que a acompanhem no derradeiro minuto, pois que morre por inanição e não entende porque não lhe saciam os homens a fome que lhe corrói as entranhas por entre o ajuntamento que faz roda na aldeia.
Jorge Humberto 30/10/09
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