
Faniquitos
Data 28/10/2009 17:12:14 | Tópico: Poemas
| Liberdade Ilusão e trégua minha Cegueira que me parte Estilhaça Em truculências da ginga orgástica.
De onde esta ojeriza contra a merda? Perguntara denovo encolerizado De onde vem este nojo abominável? E então calmo Ouvia gatos em cio Rodeando suas núpcias tão naturais.
Eram inaugurações De templos inefáveis Mentes despertas Brilhando nas estrelas dos sorrisos das grandes boas venturas.
E a memória vive ainda Explode em matreirice Nossos pés fugazes rogam Pelo coração do cego Que conhece o mundo pelo tato Pelo faro Pelo monocromo do canino As mil vistas da abelha Todo infravermelho orgânico que nos permeia Ai espiral tão perfeita Sou a ira do tufão nefasto A maldade do tirano ignóbil Ah materna gratidão Ah meiodia de minha surpresa Fiz sonhar E tento e tento O tempo é o grande sonho Não tenho nada e possuo meu tempo Tempo meu que é todo meu espaço Ah vôo platinado Maturado Ai foice que poda Ai vinhedo maturado de minha discórdia Quero ser a luta pela vida Pelo lilás que me honra O renascer da emoção.
Ah alvorada do inesperado Fizeste-me chorar Desacalentado Num assento banal de condução pública Agarraste-me Na voz dum cantor mendicante Estiraste-me no pranto redentor E a figura daquele homem vive agora em mim Palco móvel interino O latino cantou dandaras e odaras Depois passou com o chapéuzinho Três canções durante talvez quatro paradas Mas ah tenro eterno Sagrada lição Hermetismos em cada esquina Somos o povo com a batuta na mão Pois que segredo-lhe comparsa À tôa A evolução do mundo é o samba.
14 de Novembro de 2008, São Paulo. ORGASMAGIA http://orgasmagia.blogspot.com/
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