
DA JANELA, VEJO O MEU LUGAR!
Data 18/10/2009 04:05:33 | Tópico: Textos
| Através da vidraça de minha janela, abre-se a vista de meu horizonte. É meu canto de encanto, visto de meu recanto, neste domingo de pachorra, mandriice. Vejo as nuvens silenciosas que passam e nelas correm meus sentimentos.
Da janela vejo e sinto os primeiros raios de sol a me acariciar a tez na boa sensação. Ouço o murmúrio do vento que sopra, vejo a jovem banda de pífaros a passar, sinto a melodia e o perfume do ar.
Vejo a revoada alegre dos pombos a vaguear em voo simultâneo e festivo. No elevado de minha janela, vejo a copa das arvores em sua verde ramagem convexa, O vermelho inclinado dos telhados e o barulho urbano louco alucinado.
Na linha do horizonte, vejo o límpido formato azul das serras na proeminência dos montes. È lá que o sol no ocaso real se esconde. Na obscuridade que chega, a brisa um pouco mais fresca, sob a claridade dos iluminantes, crianças brincam no asfalto a ignorar o trânsito.
A cortar o silencio da noite, o rumorejo dos passantes, vozes de motores, gritos de buzinas, latidos dos cães, numa mistura de ruídos em pulsar de ressonância e sonoridade.
Do elevado de minha janela, sinto que tudo que nos cerca é o cotidiano da vida, ladeado nas casas e prédios de minha rua, em circulação urbana de diferentes sentimentos.É a harmonia oscilante da dura realidade, ao doce da ilusão a movimentar aqui de meu lugar, a marcha de alguns destinos. Lufague.
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