
JERUSALÉM
Data 17/10/2009 18:10:05 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| JERUSALÉM
Longe bem ao longe No toque plangente Dos teus sinos Da estrada de Damasco Prenuncio Na voz única Dos teus Minaretes Na inconfundível prece Das tuas Sinagogas Não te vislumbram Os meus olhos Oh Jerusalém És símbolo Interrogação És mistério Que o teu eterno muro Cravejado de tempo De sofrimento Eco das lamentações Sonho e sede dos homens Que em ti se dessedentam Que o próprio tempo Esventras Num quase impudor. Por seres aquela que és Muito sangue jorrou Das tuas entranhas As pedras do teu lajedo São já feitas de tempo Um tempo que se fez eterno Quis refugiar-me em ti E bati às tuas portas Oh Jerusalém Mas não se fez ouvir O eco da minha batida. Respira-se ainda em ti Cidade de antanho Da memória que mora No mais fundo de mim Respira-se de Salomão A etérea aura. Tens a marca Das gerações Que te eternizaram Saudade guardo de ti De um tempo que não vivi Mas de que oiço Longes murmúrios. Espero ainda Que as tuas portas Se me abram Oh Jerusalém
Antonius
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