
NUMA ALDEIA PORTUGUESA
Data 17/10/2009 18:07:05 | Tópico: Poemas
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Noite cerrada. A aldeia dorme tranquila iluminada por alguns candeeiros, posicionando-se nos enclaves das casas e das ruas, proporcionalmente ao imenso adro, no contraste entre a luz e a sombra.
As casas são de dois andares, umas mais novas que outras, mas quer novas quer velhas, trazem atrás de si tempos senhoriais.
As janelas e as portas, mesmo as mais novas respeitam o enquadramento da aldeia e sua antiguidade.
E embora com elementos mais inovadores mantém o traço original, rusticamente bem pintadas por um azul-marinho em contraponto com o branco da cal revestindo as paredes, quer de umas quer de outras, ambas as casas.
Em oposição com um dos becos em perfeita escuridão, as lajes da estrada e do adro, devido ao seu pavimento de pedra lisa, iluminam-se por completo à luz da aldeia adormecida e refulgem noite fora, numa sensação de puro sossego e harmonia.
Jorge Humberto 16/10/09
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